A novela do desfralde

Vamos começar do começo.

Tirei a fralda do Pedro quando ele tinha 2 anos e meio. Se todo mundo aconselha  fazer o desfralde no verão, quem sou eu para contrariar. Fomos passar o Ano Novo em em Tamandaré, uma praia de Pernambuco. Enquanto minhas amigas estavam tirando as fraldas de suas filhas, dizendo que tudo tinha sido SUUUUUUPER tranquilo, eu achei UM SACO. Sério, de tudo que diz respeito a maternidade, esta é uma fase que eu não tenho saudades nenhuma. Ele sempre tinha vontade de fazer xixi ou coco em momentos onde não tinha pra onde correr, eu ficava angustiada, culpada, desanimada. Enfim, passou.

Provavelmente muito mais rápido do que parecia na época.

Alguns anos depois….

A Luiza começou a demostrar que tinha controle do xixi bem cedo. Mas resolvi que não ia adiantar as coisas, ia esperar o verão. Então chegou o verão. E eu cheguei a ter esperanças de que ia ser facinho! Afinal, ela é menina. Afinal, ela já ficou várias noites sem fazer xixi na fralda.

Ai, ai.

Desta vez não foi tão cansativo por um só motivo: Eu levei mais na esportiva. Porque, sendo bem sincera, não chegou a ser mais fácil. Sabe aquela situação: quando você ve, já foi???? E isto acontece em qualquer lugar, a qualquer hora!!!!! A família toda reunida, preparando o almoço na casa da praia. De repente, ela tira a calcinha, se abaixa e … ups. La vou eu correndo, juntar a criança, juntar a caquinha, levar pro piniquinho (nem adianta mais ne?), contar historinha….

Mas a situação mais engraçada de todas foi um dia em que ela deixou escapar um xixizinho. Lá fui eu correndo. Meu plano era levá-la para o banheiro, para dar um banhinho. Nisto, vejo que ela está fazendo força. Me desesperei, peguei ela ela pelos bracinho (bem longe do meu corpo apra não ser atingida em caso de vazamento) e sai correndo. Eis que agluém começa a berrar “tá saindo, tá saindo”, minha reação foi vira-la quase de ponta cabeça numa tentativa de desafiar a lei da gravidade. Vi que meu avô e meu cunhado (ingles) estavam no caminho, e torci para que eles não estivessem vendo. Desta ez deu tempo. Quando voltei, meu cunhado estava me olhando com uma cara de pavor, eu só consegui dizer:

_ It can’t get any worse! (Pior que isto não fica)

Ele riu, dai perguntei se meu avô tinha visto alguma coisa e ele disse que não. Ufa!

Pra terminar este post vou deixar uma fotinho bem linda da Luiza pra ninguem ficar com uma má impressao dela. Afinal ela é doce, fofa, querida e Já estáusando o piniquinho como uma princesa! Renata, Camila, Carol, VAI DAR TUDO CERTO!!

É um livro

Ontem o Nuno apareceu com um livro pra Luiza que eu simplesmente amei. É um livro. Este é o nome. Ele é o máximo. Recomendo muito. Não quero falar muito para não estragar. Ele é muito simples, só lendo apra entender. No original, o título It’s a book, escrito por Lane Smith, foi editado pela Companhia das Letrinhas

Sem filhos

Nestes dias que estou sem filhos deu tempo de ler, sair com vários amigos diferentes, almoçar com calma, tomar banho com calma, almoçar fora, almoçar na minha mãe e conseguir conversar com ela durante a refeição. Trabalhei muito e fui pra yoga vááárias vezes por semana. Fui no cinema assistir o Filme do Woody Allen – Você Vai Encontrar o Homem dos Seus Sonhos – e gostei muito, mas eu sou suspeita porque sou fã incondicional dos personagens e diálogos do diretor. Acordei em cima da hora e mesmo assim consegui sair de casa tranquilamente. Ou seja, tive controle da minha vida de novo!

 

Mas estou morrendo de saudades do dois.

 

Doida, eu?

Caiobá

Caiobá é a praia da minha infância. Fui para lá quase todos os anos, desde que eu tenho 2 meses de idade. Meu avô tem uma casa muito gostosa lá. A casa tem mais de 30 anos e fica muito próxima ao mar. Meu avô é um geólogo muito ligado à natureza, ativista, muito antes disto virar moda. Estava sempre no jornal criticando, pedindo apoio, chamando atenção para as desatenções à natureza. Um ecologista a frente do seu tempo. O trabalho dele é reconhecido, publica uma média de 1 livro por ano. A casa da praia tem um pedacinho de mata que ele não deixa ninguem tocar. Aliás, ele tem sérias restrições a matarmos os pequenos insetos (afinal apra isto que servem as lagartixas, certo?). Foi na casa dele que aprendi, bem pequena, a separar o lixo.

 

Mas voltando a praia de Caiobá… lá não tem barzinhos charmoso, nem restaurantes muito expressivos. Parece que ficou meio parada no tempo. O mar é marronziiiiiiinho… uma pena. A praia mansa até que é charmosinha, mas minha ligação com ela é afetiva.

 

O Pedro e aLuiza adoram. De manhã, saem com baldinhos, pazinhas e prancha, caminhando até a areia. Chamam o Neno, vendedor do pastel de carne, pelo nome, conhecem as crianças das barracas vizinhas, e de tarde, podem andar de bicicleta pra lá e pra cá.

E meu avô adora ver os bisnetos curtinho a praia dele. Hoje eles estão lá, com ele, enquanto eu estou em Curitiba. Exatamente como acontecia quando eu tinha idade deles. Minha avó, que não curte muito praia, ficou com ciúmes e decidiu ir pra lá também.

Esta foto é do ano passado, mas meu avô e a Luiza continuam almoçando e jantando antes que o resto da família

 

 

Ano passado também fiz um post sobre meu avô com meus filhos na praia aqui. E tem uma foto da minha avó com a Luiza no colo na casa da praia onde aparece a pequena floresta da casa aqui. (e que prova que até que ela vai pra praia!)

 

PS:  Eu andei mencionando alguns restaurantes como a Toca do Caranguejo e o Ostra Viva, fazendo referência a Caiobá, mas eles não são em Caiobá, ficam na Prainha (Caminho do Ferry) e Cabaraquara, respectivamente!

 

 

Pedro X caranguejo

Estes dias fiz um post sobre caranguejadas. Todos os anos tiramos foto do Pedro lutando contra os caranguejos.

Desta vez o Nuno não foi, o Pedro teve que se virar para comer as patolas!!

Um ano atrás, em janeiro de 2010