Dicas de viagens feitas por mães

Hoje no Mamatraca eu e outras mães estão dando dicas de viagens que fizeram com seus filhos e que recomendam. A Ana do Mãe Mochileira Filho Malinha falou da experiência dela em Lima, no Peru, a Sut-Mie do Viajando com Pimpolhos falou de Paris, a Eliane do 1001 Roteirinhos falou do Rio, a Pri do Mãe de Duas, falou de Santiago, A bicana falou de Tarragona, a Cristiana Falou de uma pousada em Alagoas e a Mariana de praias de São Paulo.

Eu contei um pouquinho de Itacaré, um lugar que eu acho muito lindo e que fui quando o Pedro tinha 4 anos. Para ver o post que fiz sobre esta viagem, clique aqui.

Para ver o vídeo, clique aqui.

Novidades

Ufa, a semana que começou com perspectivas não muito boas, está se revelando melhor do que a encomenda… A Luiza não ficou abatida, a febre chegou a ficar bem alta, mas por pouco tempo. Ela ainda está manhozinha, mas o estado geral (os pediatras sempre perguntam isto ne?) está bem bom!

 

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O clima também melhorou bastante, há 3 dias se-gui-dos faz sol! É inacreditável!! Cobertores e casacos pra fora, para tirar o mofo de 3 meses! Céu azul sempre me dá bom humor (Tudo bem Paloma, eu sei que se eu morasse em Brasilia não pensaria o mesmo! Se aqui só chove, por ai não chove nada há meses)

 

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And Last but not least: está confirmado, faremos um evento dos livros da Coleção Criancas a Bordo em Brasília em Outubro!!! Estou muito feliz por 3 motivos: primeiro porque eu não conheço Brasilia, segundo porque a Fernanda Paraguassu (autora do Buenos Aires com Crianças) também vai estar no evento e ela é muito bacana. E terceiro porque eu vou ter a chance de dencontra pessoalmente algumas mães que conheci na blogosfera, que admiro e com quem me identifico muito ;)

 

Data, local e extras, em breve!

 

 

Adivinha quem está com febre de novo?

Ô preguiça, ô dó. Num guento mais, o saldo do ano (neste sentido) so far: sócia da famácia homeopática, a atendente sabe meu nome e das crianças. Já dei antibiótico, antiinflamatório, fiz exame de urina, dei tylenol, dei Alivium, dei banho, fiz compressa. O ano foi passando e eu me adaptando, procurando a melhor solução. Ô tempo que não ajuda, ô cidade fria e umida! Será que ano que vem melhora?

Acelga, abobrinhas e abacate: sobre a alimentação das crianças

Tenho pensado muito sobre a alimentação das crianças. Meus dois filhos tem perfis bem diferente um do outro, embora tenham a mesma comida na mesa.

Vamos por partes:

Em primeiro lugar admito que minha situação é muito diferente da grande maioria. Moro em uma chácara onde plantamos legumes e verduras, e eles estão presentes na minha geladeira em abundância. Repolho, acelga e couve flor se multiplicam na gaveta. Eles estão sempre presentes na mesa e por consequencia as crianças tem muita familiaridade com eles. O Pedro adora acelga refogada, acho isto quase bizarro. Ele nem sabe disto, às vezes, quando falo que ele adora acelga ele me olha assustado perguntando o que é acelga. Dois dias atrás me sai com esta durante o jantar:

– Hoje não tem verdura?

Olhei para mesa e havia uma travessa de alface, mas nada refogado.

As abobrinhas são as grandes vedetes lá de casa. O Pedro e a Luiza amam abobrinha. Quando vou viajar e não sei que tipo de comida vou encontrar no lugar, levo sempre um pacote de miojo e outro de abobrinhas. Sei que, com estes dois itens, eles estarão alimentados.

Como a produção da horta é caseira, ela é bem sazonal. Na época de repolho, tem muito repolho. Depois acaba. Dai vem o brócolis, depois a alcachofra, e assim por diante. Com a geada, as vezes não tem nada. Dai precisamos recorrer ao supermercado.

Com as frutas é um pouco diferente. Temos poucas frutas, tanto em variedade quanto em quantidade. Os moranguinhos são pequenos, feinho, mas bem doces, e duram pouco tempo, dividimos a produção com os passarinhos. As vezes tem mexirica (mimosa, tangerina, nem lembro qual o nome que se usa no resto do Brasil), pêssego, uva. Quando a produção é grande, vira suco, compota e geléia. Todo dia tem suco de fruta fresca lá em casa e isto dá bastante trabalho. Na maior parte do ano, alguma fruta está barata no mercado, dai compramos está em quantidade. O preferido de todos os tempos é o de poncan (a mexirica grande) que quando está barata, é muito barata. Mas pode ser de melão, morango, laranja, melancia (também faz sucesso), nenhum destes é da chácara. Quando a fruteira está vazia, o suco é de limão do limoeiro que plantamos no jardim.

Então é isto, as crianças comem super bem, comem de tudo, fácil assim?

Não, nunca é, né? O Pedro come de tudo, mas come pouco e bem devagar, quase parando. Só começou a comer sozinho há pouco tempo e mesmo assim passo a refeição de olho no garfo dele (que geralmente está descansando do lado do prato). E se você oferece alguma coisa ele SEMPRE, 100% das vezes diz:

– Não.

Por exemplo:

– Quer feijão no arroz?

– Não.

– Quer acelga?

– Não?

– Quer banana?

– Não.

Então nunca pergunto. Simplesmente sirvo e digo:

– Coma.

E ele come. Devagar, mas come. Coloco pouco no prato para não assustar. Se for o caso, repito. Obrigo a comer mesmo. Raspar o prato. Bem ditadora. Senão, por ele, ele não comia. Vivia de vento. E vou aos poucos. Ele ainda não come alface, por exemplo, só aquelas folhinhas bem novinhas, do miolinho. E sem tempero. Começou a comer pão integral e gostar de cebola recentemente.

E a Luiza? Ela é um mini caso a parte. É bem mais comilona. Prato preferido: arroz e feijão. Ela é mais lariquenta. Descobre Sonho de Valsa numa gaveta perdida. Quando a gente vê, está toda lambuzada. Come com os olhos. Seus olhos brilham quando vê a mesa de brigadeiro de uma festa de aniversário. Mas dá uma mordida e fala que não quer mais. Diz não com menos frequencia que o Pedro em situações diferentes. Sempre que vou buscá-la na escola ela pergunta:

– O que você tem para mim?

As vezes levo um suco, as vezes uma bolacha. Outro dia levei uvas. Ela ficou braba. Começou a chorar, reclamar. Eu falei:

– Você gosta de uva, está cansada e por isto está reclamando. Mas se você não quiser, não coma.

Continuei dirigindo. Daí peguei um grão e ofereci para ela. Ela aceitou. Comeu e disse:

– Gostei. Tem mais?

Alguns truque são herdados da minha infância. O caso clássico é do abacate: os dois AMAM abacate, porque na casa dos meus pais ele é servido batido com leite e vem com granulado de brigadeiro em cima. Delícia ne?

Enfim, como tudo relacionado a filhos, dá trabalho, mas também é gostoso. Cozinhamos muito juntos nos fim de semana, brigamos na hora do almoço por causa da correria. Faço concessões quando acho que vale a pena (como o cereal colorido que torna mais fácil o hábito do café da manhã) e sou general quando acho que devo ser.

So far, so good.

Londres com crianças: zoológico

O ZLS LONDON ZOO, o zoológico de Londres, fica em um região bem central. Quando fomos o dia não estava muito bonito mas deu para aproveitar bastante. O espaço é enrome e tem muitos animais para ver e várias áreas são cobertas, como o aquário e a parte dos dos répteis e dos animais noturnos. Acabamos não vendo alguns animais grandes (leões, tigres, etc) que estavam desacansando e não deram muita bola para nós. Como o espaço deles é bastante grande, eles se “escondem” em alguma parte. Eu adoro hipopótamos, chegamos no espaço deles justamente na hora da refeição e mesmo assim só conseguimos ver eles de longe.

Mesmo assim deu para ver animais como girafas, macacos, camelos, tartarugas gigantes, cangurus…


ADOREI a praia dos pinguins,Penguin Beach (eles fazem em shows duas vezes por dia). Como grande parte da piscina é de vidro, dá para ver os pinguins mergulhando, as crianças também adoraram.

No final do passeio as crianças ficaram brincando no parquinho.

O restaurante do zoo (Oasis Café) é super bacana, cheio de opções de lanches (e refeições) saudáveis, além de sucos, bolos e cafés super gostosos.

A loja também é uma perdição, acabamos comprando uma mochila de rodinhas de joaninha pra Lulu.

Experiências:

Para quem tem mais tempo o ZLS tem outras atividades. Você pode dar comida para os animais ou fazer um workshops de fotografia, por exemplo.

Como chegar:

Perto do zoo lógico há diversas paradas de ônibus (274, C2) e metrô (Marylebone, Baker Street, Regent’s PArk, Great Portland Street), que ficam um pouco mais longe. Também é possível chegar lá de bicicleta e barco, o Waterbus! Nós escolhemos esta opção para ir embora. O Regent’s Canal passa dentro do zoo e de lá você pode ir para Little Venice e Camden Town. Os horários do barco estão escritos na placa do ponto, sinceramente, achei que fechou o passeio com chave de ouro.

Não pegamos filas, mesmo sendo alta estação, mas é possível comprar os ingressos pela ineternet e isto evita filas.

Nossos outros passeios em Londres:

 Caminhada pelos pontos turísticos parte 1
Caminhada pelos pontos turísticos parte2
Museu de História Natural
Madame Tussauds
Restaurantes para ir com Crianças em Londres
Legoland

Como tirar a chupeta de uma criança

O Pedro nunca gostou de chupeta. A Luiza usava mais para dormir, só que quando ela foi para a escolinha no começo do ano, acabei cometendo o erro de deixar ela levar para escola. Perdi o controle. Ela pegou muitas viroses e resfriados este ano e começou a usar chupeta de dia. Virou uma guerra: ela pedindo o dia inteiro, nós tentando negar, mas sem convicção. Um pequeno drama.

Mês passado ela foi no dentista e decidimos que chegou a hora de tirar de vez a chupeta da vida dela. Pensei em fazer disto um momento diferente. Em Curitiba tem um lugar chamado Bosque do Alemão, as crianças que querem deixar de usar chupeta podem deixá-las no caldeirão da bruxa na Casa Encantada onde aos sábados tem contação de história. Tudo é feito de uma maneira muito lúdica. Eu liguei antes e conversei com a “bruxa” que conta histórinhas (só para esclarecer, é uma mulher vestida de bruca, não uma pessoa má) que me perguntou o nome e a idade da minha filha, assim durante a histórinha ela iria falar o nome ela e tornar a entrega da chupeta mais tranquila.

Quando ela me perguntou a idade da minha filha e eu disse 2 anos ela disse: “Ah, ela é bem pequena ainda”

Eu perdi toda minha força naquele momento. Me senti A BRUXA MALVADA que ia tirar a chupeta de uma criança TÃO PEQUENA.

 

Mas o Nuno estava super decidido e só não fomos porque a Lyuiza ficou com febre naquela tarde.

 

Algumas semandas depois, na véspera do feriado, o Nuno disse que já tinha conversado com a Luiza, tinha trazido um presente para ela e que ela ia jogar a chupeta fora naquele dia.

Primeiro titubiei (internamente, com meus pensamentos) porque achei que na véspera da viagem talvez não fosse O melhor momento. Mas nem cheguei a comentar… meu segundo pensamento foi: JOGAR FORA? Como assim? Cheguei a sugerir algo mais romântico como “Jogar no lago” ou “no jardim” e tudo soou bobo. Resumo da história, a Luiza colocou 3 chupetas velhas num saquinho plástico e o irmão ajudou ela a jogar no lato onde estava escrito “Plásticos”.

 

Assim ela parou de usar chupeta.

 

Se ela pede? Pede. Todas as noite ela dá um comentada, no melhor estilo VAI QUE ELES ESQUECERAM. OUtro dia acordou e contou para o pai que sonhou com a chupeta, FOI LINDO, ela disse.

 

rsrsrsrs

 

 

#ficaadica para quem é mulher: se estiver em dúvida em relação a qual a melhor maneira de tirar a chupeta, a fralda, ou a mamadeira do seu filho… dê uma coversado com seu marido a respeito, pergunta o que ele faria se vocie desse carta branca para ELE decidir qual a melhor maneira de fazer este ritual ;)

Florianópolis com direito a baleia no Campeche

Feriado de 7 de setembro em Curitiba emenda com dia 8 (Dia da Padroeira) e vira feriadão. Sempre, invariavelmente, chove. Sempre foi assim. Não foi diferente este ano. Mesmo assim, planejamos uma viagem para Florianópolis. Como a previsão era de chuva, incluimos nos planos uma ida ao cinema e outros programinhas indoor.

(Infelizmente a previsão estava correta, choveu muito, inclusive algumas cidades como Blumenau e Itajai estão embaixo d’água, de novo.)

Mas acabamos curtindo bastante o feriadão. Na quinta descobrimos um restaurante muito gostoso no centro: Macarronada Italiana. Os pratos são tão bem servidos que podíamos ter pedido um só para a familia toda. Massa fresca, molho bom, aprovadíssimo.

Macarronada Italiana
Rua Bocaiúva, 2306 – Florianópolis
48 3322-0759

 

Depois fomos assistir  REI LEÃO 3D. A Luiza ficou meio filme sentadinha, depois resolveu passear entre as cadeiras, ir no banheiro, interagir com as pessoas da filha de trás. Por sorte a sala do cinema estva bem vazia e só tinha pais com filhos pequenos que não se incomodaram.

Depois as crianças brincaram um pouquinho na área de recreação do Shopping Iguatemi.

No dia seguinte, a chuva diminui mas ainda estava frio. Decidimos ir num restaurante no Pântano Sul, o Bar do Arante. Ficamos sabendo que tinha uma baleia encalhada lá, mas um pouco antes de sair de casa vimos a notícia de que ela tinha conseguido voltar para o mar (ainda bem!). O restaurante fica na beira da praia e é todinho forado com bilhetinhos que que passa por lá, deixa.

Bar do Arante
R. Abelardo Otacílio Gomes, 254
48 3237-7022
 

A sobremesa foi um sorvete na Gelateria Max, na Lagoa da Conceição.

 

E a noite o tio Cacá fez pizza com os sobrinhos.

 

No dia seguinte, o sol voltou! Com direito a praia e tudo! Fomos para o Campeche e o Pedro e aLuiza se divertiram muito nas dunas. De repente surgiu uma baleira franca enooooorme, bem pertinho da arrebentação. Ela ficou andando de um lado para o outro, foi muito bacana. Fechou o feriado com chave de ouro!

 

 

 

 

OS dois lados da intolerância


Há 10 anos, quando ainda trabalhava em uma agência de publicidade como diretora de arte, criei um anúncio que acabou ganhando muito prêmios. Ontem, vendo a cobertura do 11 de setembro, lembrei dele.

 O título diz: ORIENTE/ OCIDENTE: OS DOIS LADOS DA INTOLERÂNCIA

Eu nem tinha filhos.

Hoje esta é uma das minhas maiores preocupações como mãe: educar meus filhos para que não sejam intolerantes com as diferenças, sejam elas religiosas, de raça, de cor ou de qualquer opção existente.

 

Duas outras pessoas assinam a fica técnica deste anúncio: Marcos René e Luis Trevisani.

Madero versão Child Friendly

O Madero é um restaurante bacana de Curitiba, especializado em hamburguer. Mas é O hamburguer, daqueles suculentos, gostoso mesmo. Eles também servem alguns cortes de carne, todos muito bons. Ele já existe há muitos anos e fica bem no centro de Curitiba. Há poucos meses inaugurou um Madero child friendly. Ele lembra uma praça de cidade antiga e é menos sofisticado do que o original, mas isto é só o começo…

A turma "apavorando"

No segundo andar há uma área enorme para as crianças brincarem equipada com computadores, WII, X Games, jogos, etc, tudo assistido por recreadores e monitores. Há também uma sala para crianças menores de cinco anos e um berçário com caminhas e trocadores. Estas sala é como um berçário de hospital: os pais podem ficar jantando tranquilamente e através do vidro observam seus filhos cochilando.

Berçario para os bebês dormirem enquanto os pais comem

Nossa mesa era grudadinha do tal berçario e tinha um bebê dormindo ali, bem tranquilo. O uso da área de recreação é pago, custa R$ 8/ 30 minutos. Nós decidimos que as crianças poderiam ficar uma hora, senão iríamos a falência. Enquanto eles se divertiam a gente jantou e depois que eles voltaram, foi a vez de eles comerem.

Marina, Olivia, Isabela, Pedro e Alice

No fim o programa deu super certo, nós nos divertimos e eles também. Com a sobremesa e o palmito (pupunha) da entrada e o estacionamento a costa ficou salgadinha (não dá para ir todos os dias), mas valeu a pena.

Madero Burger and Grill

Rua Comendador Araújo, 152 – Centro
Tel.: 41 3092-0021

Filho de peixe, peixinho é

Desde que conheci a N Magazine fiquei encantada, acho que ela é uma revista descolada, lindamente diagramada e que tem uma linguagem super bacana.

 

Na edição de primavera, que acabou de sair, tem uma matéria com nossas dicas de Londres. Eu escrevi o texto, mas  estou muito  orgulhosa por outro motivo: quem fez as TODAS as fotos da matéria foi o Pedro! O pai-fotógrafo emprestou duas cameras lomo, daquelas que usam filme (lembram que cameras fotograficas usavam filme???) para ele, e ele saiu fotografando a viagem. As fotos tem uma linguagem e uma textura super bacanas. Como a camera não é digital, só pudemos ver o resultado quando revelamos o filme. A experência foi o máximo! Brincar de fotografar!

 

Quem quiser ver o resultado (e as dicas) corre comprar a N deste mês… como aperitivo, a página dupla de abertura (no total são 6 páginas com mais de 15 fotos).

 

 

Tem como não morrer de orgulho????