Mãe é tudo igual

Esta semana  fiquei 5 dias fora de casa. Eu e mais centenas de mães que estavam no mesmo lugar que eu. Mães de 20, 30 e 40 anos, de todos os estados do Brasil. Fiquei observando as conversas sobre os filhos e as ligações. Todas tinham o mesmo tom… algumas deixaram o filho com a mãe, outras com uma amiga, outras com a vizinha. Uma estava triste porque estava perdendo o aniversário da filha, outra (eu) estava perdendo a reunião de pais na escola. Os homens eram a minoria, aqueles que eram pais também tinham saudades dos filhos, mas saudades sem culpa, diferente das mães.

Um dos palestrantes, percebendo o potencial do assunto, falou que, para as crianças pequenas, até os 12 anos, mães não são apenas mães, elas são muito mais que isto, são heroínas. Quando olhei com mais clama, vi que grande parte da platéia estava chorando. De orgulho e de saudades.

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E já que estamos falando de mãe com saudades dos filhos… mal cheguei, já estou indo, daqui a pouco vou para Brasília para o evento da coleção Crianças A Bordo na loja Centopéia do shopping Terraço. Espero vocês lá!

Lançamento em Brasília

Está confirmadíssimo, sábado, dia 29, estaremos em Brasília para um evento da coleção Crianças a Bordo. Desta vez, com a presença da Fernanda Paraguassu, autora do livro Buenos Aires com Crianças e do blog Buenos Aires para Niños. O evento vai ser na loja Centopéia, uma loja de brinquedos educativos super bacana no Terraço Shopping. Estou super feliz porque vou conhecer a capital! Espero vocês lá!

Colete e corcurina

A Luiza, beirando os seus 3 anos, fala pelos cotovelos e, de forma geral, bem direitinho. O sotaque paranaense dela é bem forte (o Pedro segue mais o padrão Jornal nacional, sem puxar para nenhum estilo específico). Ela marca bem os “E”s finais no leitE, quentE, frentE, etc.

E coloca alguns, em palavras que não tem, como no próprio sobrenome: ao invés de falar PAPP ela fala PAPPE

Como toda crianca, ela tem um vocabulário próprio, tem duas palavrinhas que eu me derreto quando escuto: uma delas é “colete”para adesivo (para quem não entendeu, é uma derivação do verbo “colar”) e a outra é “corcurina”, para purpurina.

É tão fofo que, as vezes, eu queria que ela nem aprendesse que este não é o jeito certo.

uma tarde na praia

A semana voou. Eu estou quase boa, desde que bem medicada. Ontem achei que já estava curada e resolvi não tomar o remédio, daí descobri que na verdade só não estou chorando de dor, porque ele o medicamento é muito potente. Voltei a tomar, na hora.

 

O dia das criancas foi bem gostoso. Comprei um presentinho simples pra Luli e fiquei super feliz em ver como ela gostou. Para o Pedro demos um lego que eu compre ano passado quando fomos para Berlim (Legos são muuuuuuiiiito mais baratos fora do Brasil).

Passamos o dia na praia, sem sol, mas também sem chuva. Meus pais também foram. Foi bom para todo mundo. No final do dia comemos uma pizza em família.

Acidente doméstico e como terminou a história da sobremesa

A uruca anda solta lá em casa. Semana passada o Nuno resolveu trocar uma lâmpada que fica bem alta, trouxe um escada gigante pra casa e lá foi ele. Quando ele estava lá em cima, a escada começou a escorregar, para evitar um desastre, ele pulou, uma altura de uns 2 metros e meio, pelo menos). Não se quebrou, mas se machucou. Daí eu virei a motorista da família. Ficamos só num carro, como moramos longe, a vida ficou complicadinha e gastei muita gasolina.

No sábado ele voltou a dirigir. Domingo foi meu aniversário. Churrasquinho, como de costume. Final da tarde, levei as crianças pra banheira, sonhando que isto deixaria eles bem calminhos e logo logo iriam para cama e dormiriam como anjos. O Pedro foi o primeiro a sair da banheira e em seguida saí eu. Só que eu escorregeui e me estatelei no chão. Pior, na queda, bati com as costas na estrutura onde o vidro do box encaixa e me cortei. A dor na hora foi absurda. Por uns instantes não conseguia nem pensar. Logo depois vi que, fora as costas, todo meu corpo mexia, mãos, pés, braços e pernas. O Pedro que viu tudo, inclusive o corte, ficou apavorado. Correu chamar o pai. Meio me arrastando, meio carregada fui para cama. A Luiza não entendeu nada. Não tinha a mínima chance de eu não ir para o hospital.

Ligamos para meus pais, que vieram correndo, minha mãe ficou com as crianças e nós fomos para o hospital de fraturas. Até que não foi super demorado. Fiz consulta, raio X, levei alguns pontos e voltei pra casa antes da meia noite. Agora, terminar o dia do aniversário no hospital, ninguém merece!

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Mudando de assunto e voltando na história da sobremesa... Sábado de manhã tinha mais um jogo (amistoso) do Pedro. Um dia lindo de sol! Meu irmão que estava viajando há 6 meses veio direto do aeroporto para o ver o sobrinho jogar. (Depois de ficar mais de 30 horas em trânsito). No almoço comemos a feijoada que ele tanto queria, quando perguntei para minha mãe qual era  a receita da sobremesa para eu fazer, ela disse:

– Não se preocupe, você vai ter tua sobremesa.

No dia seguinte, ela chega com 2 sorvetes. Quando perguntei quem teinha feito vi que tinha sido ela mesmo, com a ajuda do meu pai. Acho deve ter rolado um certo stress por causa deste assunto e por conta do meu post. Mas fato é que o(s) sorvete(s) foi feito e estava uma delícia! Não sobrou nem para tirar foto!