As Aventuras de Pi

Voltei. Despois de um longas e deliciosas férias na Bahia. Muita praia, mergulhos, restaurantes e dicas. Mas antes quero falar de um filme que vi na última semana do ano: As Aventuras de Pi (Life of Pi).

Eu sou fã do diretor Ang Lee há bastante tempo (Banquete de Casamento, Tempestade de Gelo). O filme começa na Índia fala de uma grande jornada pelo oceano que inclui um menino, o Pi, e um tigre em um bote salva-vidas. O Pedro simplesmente A-M-O-U! Ficou encantado com a aventura em si, com o Richard Parker (o tigre) e com a ilha dos suricatos.

As Aventuras de Pi é lindo, triste e a história é muito bem contada. Fala de uma aventura, fala da vida, fala de fé. O filme foi indicado ao Oscar em 11 categorias (entre eles Melhor Filme e Melhor Diretor). Imperdível!

O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida

Este fim de semana assistimos uma filme muito fofo: O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida. Para ser sincera, nunca tinha ouvido falar, mas lendo a sinopse achei que seria interessante.

 

O filme é baseado em um livro infantil de 1971, O Lorax, que fala sobre a importância da preservação ambiental e o impacto que o modo em que se vivia naquela época teria no futuro.

O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida conta a história de uma terra onde tudo é artificial, tudo é feito de plástico: árvores, ruas, casas. A natureza não existe mais. Então o personagem descobre que, em outra época, já existiram árvores, e que elas nasciam “do chão”. Com a ajuda da avó ele vai descobrir o que aconteceu com elas.

Uma das partes mais divertidas é ver como as pessoas, neste mundo artificial, se referem às árvores: elas crescem, soltam seivas gosmentas e suas folhas caem, fazendo muita sujeira.

A animação fala sobre a natureza e a importância da preservação de uma maneira muito bacana.

O Cisne Negro e o Aprendizado infantil

Quinta passada fomos assistir O Cisne Negro. Eu amei o filme e achei a a atuação da Natalie Portman maravilihosa. Mas o que eu achei ou deixei de achar não vem ao caso. No dia seguinte, sexta-feira, estavamos almoçando todos juntos e o Nuno estava assobiando o tema do filme. O Pedro quis saber que música era aquela. O Nuno explicou que era do balé O Lago dos Cisnes e que ele estava com a música na cabeça porque a gente tinha ido ver o filme na noite passada.

Ele se interessou e quis saber mais sobre a história do cisne negro e do cisne branco e acabamos contanto a história da peça.

Era seu último dia de férias e à tarde ele assistiu “Meu Malvado Favorito“. À noite, quando cheguei em casa, ele veio me contar todo empolgado que a personagem do filme dança balé e a apresentação da qual ela participa é justamente O Lago dos Cisnes.

 

Mais uma vez queria morrer de orgulho do meu filho. Adorei ser mãe naquele momento, adorei saber que as coisas que a gente conta, que a gente ensina, realmente entram na cabecinha deles e vão formando um enoooorme repertório que um dia, em algum momento, eles vão usar.

Toy Story 3D – o fim da infância

Domingo, no final da tarde, o programa foi assistir Toy Story 3d - Fazia uns 10 anos (ok, talvez menos) que eu não ia num cinema de rua. Em Curitiba só sobraram os cinemas em shoppings. Lembrei da minha infancia. Na minha lembrança, o primeiro filme que assisti num cinema foi Bernardo e Bianca. Claro que existe a possibilidade de eu ter inventado esta memória!
Mas voltando ao Toy Story, eu adoro estes filmes. E adorei o último. Achei ele triste também, afinal ele encerra a série e também encerra a infância (o que tristíssimo pensar nisto quando se tem filhos não?). O Pedro se emociona bastante em filmes, é a coisa mais linda do mundo: no final do Toy Story 3 ele precisava afastar o óculos 3 D para limpar as lágrimas! Que mãe pode com uma cena destas!!!!!

PS: Cheguei a achar algumas cenas do filme fortes demais, mas provavelmente eu esteja me tornando cada vez mais superprotetora.

Onde vivem os monstros

Depois que o Pedro e a Luiza nasceram, vou muito menos ao cinema, e grande parte das vezes que vou, é para ver filmes infantis em 3D. Não tenho anda contra eles, pelo contrário, até gosto bastante, mas fico sempre defasada em relação aos lançamentos.

Por outro lado, assisto MUITO filmes nos vôos. MEsmo dormindo bastante e muitras vezes tendo crianças por perto, acabo vendo pelo menos 1 ou 2. Nesta última viagem vi vários! Quase morri de depressão vendo PRECIOSA (como é triste), me diverti muito com a Merryl Streep em SIMPLESMENTE COMPLICADO e assisti também AMOR SEM ESCALAS (Up in the Air), SHERLOCK HOLMES e ONDE VIVEM OS MONSTROS.

Este filme mexeu muito comigo. O Vicente já tinha dado o livronho pro PEdro e eu conhecia a história, e o direto (Spike Jonze), mas achei ele tããão doído. Talvez tenha sido a saudades do Pedro (já que vi este filme no vôo de volta), mas fiquei com muita dor no coração de ver aquele menino tentando lidar com seus monstros. Achei um filme muito adulto (considerando que tinha imaginado leva-lo para assistir). E pode ser que eu esteja completamente enganada, que as crianças vejam este filme com outros olhos… sei lá.

O título original é  WHERE THE WILD THINGS ARE, que remete ao nosso lado “selvagem”, para mim , é sobre isto que fala o filme, ainda que ele mostre monstros “fofinhos”. Gostei muito do filme, mas minha vontade era de poder abraçar muito meu filho para tentar proteje-lo dos seus monstros internos.

O livro que deu origem ao filme, foi escrito (e ilustrado – alias as ilustrações são muito bonitas) por Maurice Sendak em 1963, mas os sentimentos do menino certamente são os mesmo de um menino de 9 anos em 2010.