Restaurante com crianças Maceió: Divina Gula

Umas das coisas que tem me impressionada nestas minhas últimas viagens pelo Brasil, é a quantidade de restaurante bom, com espaço infatil. Porque, vou ser bem sincera, prefiro ir num restaurante com, sem área kids, do que num meia boca, com recreaçnao ou salinha/brinquedos para criança.

Mas, por exemplo, em Manaus, fomos no melhor restaurante da cidade (ou pelo menos um dos melhores), o Banzeiro e quando cheguei lá descobri que eles tinham uma salinha kids com brinquedos, filminho perto das mesas. A sala era envifraçada então eu podia comer enquanto via se as crianças estavam tranquilas. Mas não podia ouvir (o que eu achei um ponto positivo).

Em Aracajú, fiquei super impressionada com a quantidade de restaurantes com espaços infantis e com a variedade de “atrações” destes lugares: piscinas de bolinha, playgrounds, bercinhos, pula pula, etc.

Em Maceió, um dos mais recomendados foi o Divina Gula, além da comida ser realmente muito boa, ele é super adaptado para receber famílias. É um restaurante grande, com mais de um ambiente. Lá trás, há uma área aberta com um pequeno laguinho com peixes, uma mini ponte, um playground simpático de madeira, um grande quadro negro e giz. Para os bebês tem uma salinha refrigerada com bercinhos.

Os pratos eram um pouco maiores do que imaginamos (a maioria dos pratos serve bem 2 pessoas).

O banheiro é tão lindo que precisei fotografar! Cheio de nichos com santos iluminados, pias e acabamentos diferentes.

Fomos lá no último dia da nossa viagem de ano novo, ele foi perfeito para nossa “despedida de viagem”.

Dunas douradas de Piaçabuçu

Este é meu último post sobre minhas aventuras nos arredores do rio São Francisco. O Pedro simplesmente amou brincar nas dunas (já tinha se divertido bastante quando fomos na Joaquina). Na verdade, todos gostaram. As dunas de Piaçabuçu ficam em uma região de preservação, o acesso é super restrito. Poucas pessoas fazem e os grupos são muito pequenos. Ou seja, uma imensidão de areia para todos os lados.

Desta vez conseguimos pegar o tal super-buggy do Farol da Foz. O trajeto nele, por si só, já é uma diversão.

Chegamos na duna mais alta no pôr do sol (tudo calculado), as cores eram indescritíveis.

As descidas foram feitas de tudo que é jeito, sentado, deitado, um na garupa do outro. Não tirei fotos, mas um fiz um mini video que mostra como todo mundo se divertiu! Na última cena, o Pedro está nas costas do pai, o nome deste “estilo” é double deck rsrsrsrs

Veja também

• Cânion do Xingó

• Foz do Rio São Francisco

• Almoçar na beira do Rio

• Descobrindo o Rio São Francisco

Descobrindo o Rio São Francisco

Há uns 8 meses decidimos que iríamos para Aracaju no Ano Novo e começamos a pesquisar passeios e programas interessantes na região. Havia vááárias possibilidades muito legais. Poucos kilometros ao sul, fica Mangue Seco, uma praia lindísssima (que ficou conhecida por ser cenário da novela Tieta). Sem falar na Linha Verde, que vai de  Salvador até Aracajú, e tem uma praia bonita atrás da outra (a mais conhecida é a Praia do Forte, mas eu sou apaixonada por Imbassaí).

Também havia a possibilidade de explorar o litoral alagoano que eu já conhecia, e acho o trecho do litoral mais bonito do país. Mas eu queria conhecer um lugar novo… comecei a pesquisar e abrir a cabeça… mais ou menos nesta época, vi um entrevista com o estilista Ronaldo Fraga falando sobre um desfile onde ele usou como inspiração o rio São Francisco. As imagens da região eram lindíssimas. Além de criar uma coleção, ele montou uma exposição sobre o tema.

Abertura da exposição com peixes feitos de garrafa pet

Fui me informar para tentar entender, que parte do rio era esta, qonde ficava, se era possível ir até lá, quais as distâncias, etc. Quanto mais pesquisei, mais me apaixonei. Antes mesmo de chegar, já tinha me rendido aos seus encantos. Mesmo assim me surpreendi.

O Velho Chico (como é carinhosamente chamado) é um dos rios mais importantes do Brasil. Ele passa por cinco estados, determina a fronteira entre Sergipe e Alagoas e desagua no Oceano Atlântico. A importância economica dele é enorme, além de irrigar plantações, serve de transporte de diversas produções e tem 5 hidrelétricas no seu leito.

Fizemos 4 passeios nas margens e nas águas do rio, recomendo todos eles e por isto fiz um post para cada:

Cânion do Xingó

Foz do Rio São Francisco

Almoçar na beira do Rio

Conhecer as dunas de Piaçabuçu

As crianças aproveitaram muito o rio, foram eleitos os passeios mais legais  da viagem. Quando perguntei para o Pedro qual nota ele dava para o Canion, ele disse “10″, como ele é super exigente sei que isto quer dizer muito!

Passeio na Foz do rio São Francisco

Quando procurei informações sobre os passeios na Foz do rio São Francisco, encontrei poucos relatos, mas todos ressaltavam a beleza do rio e das cidades que ficam na região. As fotos eram sempre muito bonitas. (Vale dar uma olhada no post da Silvia no blog Matraqueando.)

A água é transparente

Os elogios eram tantos, que decidimos passar algumas noites em Piaçabuçu, cidade mais próxima da Foz. Na recepeção da Pousada, nos recomendaram entrar em contato com a Farol da Foz para agendar nosso passeio. Uma das formas de chegar até a Foz, é de super-buggy: um buggy adaptado para 6 pessoas que tem até um “segundo andar” com vista panorâmica. Infelizmente, seria preciso agendar com mais antecedência pois ele já estava lotado! Fomos de barco, e mesmo com um “tiquinho” de frustração, achei simplesmente maravilhoso!

Levamos água, refrigerante e bolachinhas em um isopor que o pessoal do Farol da Foz providenciou.

Deste lado do rio, fica o estado de Alagoas

Do outro, fica o Sergipe

O passeio até  pertinho do encontro do rio com o mar, leva cerca de meia hora e custa R$ 35,00 por pessoa (as crianças não pagam). O banho da água doce do rio é uma delícia (não dá para entrar no mar porque ele é muito brabo), as crianças também se divertiram nas pequenas lagoinhas que se formam quando a maré está baixa.

Na volta, claro que a Luiza aproveitou para tirar uma soneca. Almoçamos em um restaurante que fica, no lugar onde pegamos o barco, praticamente em cima do rio, onde batia uma brisa fresca maravilhosa.

Visual do restaurante na margem do rio São Francisco, em Piaçabuçu

Também é possível fazer o passeio de escuna e não é necessário se hospedar na região. Muita gente fica em Maceió ou Aracajú e faz uma day trip (viagem de um dia) para conhecer a Foz.

Outras opcões de passeio na região são as dunas douradas e o Canion do Xingó.

Veja também o post sobre o Rio são Francisco.

Almoço nas margens do rio São Francisco

Fizemos o trajeto entre Aracajú (SE)  e Piaçabuçu (AL) de carro. Como a família é grande, temos muitas malas e não iríamos retornar para Aracajú, optamos por pegar uma van com motorista ao invés de alugar um carro (a taxa de retorno era muito grande e precisaríamos de 2 carros).

Quase chegando no nosso destino, paramos para almoçar. Foi nesta parada em que me encatei pelo Velho Chico (esta é a maneira carinho de chamar o rio São Francisco). O restaurante Carrancas era simples, todo aberto e fica na beira do rio.

A comida estava muito gostosa: peixe, camarão, farofa de dendê e sucos das frutas locais,um melhor que o outro! Perguntamos se tinha sobremesa e eles disseram que tinha “doce de leite de bolinha”, achei que devia ser bom, e era. Na verdade, nós aqui no sul, chamamos este doce de ambrosia.

O restaurante tinha parquinho e até uma piscina para quem quiser se refrescar. Ele fica quase na entrada da cidade (Piaçabuçu) e é possível fazer o passeio até a Foz do rio de barco, a partir dele.

Uma curiosidade, que eu adorei, é que Piaçabuçu (grande palmeira) é a única palavra da lingua portuguesa com duas “ç”s.