Eu Não Vou Dar Conta

Desde que o Pedro nasceu eu passo por momentos em que acho que simplesmente não vou dar conta. Que um dia, simplesmente não vou conseguir fazer tudo o que precisa ser feito e principalmente bem feito. Deixar meus filhos limpos, alimentados, educá-los, levá-los onde for preciso, manter a casa em ordem, manter minha vida em ordem, trabalhar, viajar, cuidar do Nuno, conversar com meus pais, com meus irmãos e sair com as amigas.

Quando o Pedro, nasceu eu fiquei 5 meses com ele. Quando voltei a trabalhar minha vida passou a ser uma mega ginástica, ele ainda mamava 3 a 4 vezes por dia (e continuou mamando até 1 ano). Começou a dormir a noite toda quando tinha uns 10 meses. Lembro que comentei com meu chefe: “O Pedro começou a dormir a noite inteira” e ele me olhou espantadíssimo, pois nunca tinha parado para pensar que talvez eu não tivesse o prazer de noites de sono completas.

Nesta época, todos os dias eu acordava, arrumava o Pedro e levava ele para casa da minha mãe. No almoço ia almoçar lá e a noite passava para pegá-lo. Claro que o Nuno sempre se dividiu comigo nas tarefas de levar e trazer, trocar e dar banho, brincar e dar bronca.

Depois de um tempo comecei a sentir que as coisas tinhas entrado no eixo. Daí veio a escola, e nova logística, novos esquemas, novos horário. De novo penssei que não ia dar conta. Mas dei.

Dai veio a Luiza, mais uma criança, mais necessidades, mais atenção, mas programas, mais tarefas. Mais alegrias, mais exaustão.

Dai achei que agora não ia dar conta messsssssmo!!! Nenhuma chance.

Praticamente não tive licensa maternidade. Parei uns 2 meses (incluindo ai um período Natal-Ano Novo). Pediatras mensais, mamadas por 11 meses. E viagens. E viroses. E escola. Futebol e Natação.  Quase achei que não ia dar conta.

Então. a pessoa que trabalhava lá em casa demonstrou que estava pensando em sair, lá fui eu atrás de escola para Luiza, não era a mesma escola que o Pedro estava. Duas escolas, dois horários, dois uniformes, duas agendas. Ela passou 1 ano tendo viroses pelo menos uma vez por mês. E mais natação, futebol e agora xadrez. Escolas, pediatras, viagens, e agora também um livro. Lançamentos. Eventos. Mais amigos. Mais festas. Mais aniversários. Mais viagens.

Este ano decidi mudar a Luiza para mesma escola do Pedro. Marquei hora com a coordenadora, marquei mais uma hora para levar a Luiza para conhecer a escola. Tive reunião da turma do Pedro. Perdi a reunião da turma da Luiza. Sofri. Me culpei. Me descabelei. Futebol, Natação, Xadrez e agora inglês. Novos horários, novas dinâmicas. Almoço na casa do sogro, almoço na casa dos pais, almoço em casa. Muito mais lição. Provas, uma, duas, três, quatro. De matemática, de inglês, de história, de ciências. Desta vez achei que não existia nenhuma chance de dar conta. Sempre quis que a Luiza fizesse musicalização. Já fiz uma aula experimental, mas vou fazer outra semana que vem. Em outro lugar.

Não sei se vou dar conta.

Mas talvez eu dê. Daqui a uns anos eu digo.

Mãe é tudo igual

Esta semana  fiquei 5 dias fora de casa. Eu e mais centenas de mães que estavam no mesmo lugar que eu. Mães de 20, 30 e 40 anos, de todos os estados do Brasil. Fiquei observando as conversas sobre os filhos e as ligações. Todas tinham o mesmo tom… algumas deixaram o filho com a mãe, outras com uma amiga, outras com a vizinha. Uma estava triste porque estava perdendo o aniversário da filha, outra (eu) estava perdendo a reunião de pais na escola. Os homens eram a minoria, aqueles que eram pais também tinham saudades dos filhos, mas saudades sem culpa, diferente das mães.

Um dos palestrantes, percebendo o potencial do assunto, falou que, para as crianças pequenas, até os 12 anos, mães não são apenas mães, elas são muito mais que isto, são heroínas. Quando olhei com mais clama, vi que grande parte da platéia estava chorando. De orgulho e de saudades.

***

E já que estamos falando de mãe com saudades dos filhos… mal cheguei, já estou indo, daqui a pouco vou para Brasília para o evento da coleção Crianças A Bordo na loja Centopéia do shopping Terraço. Espero vocês lá!

é de pequenino…

Hoje o Nuno levou o Pedro e a Luiza no dentista. Os dentes do Pedro estão bem, precisamos prestar atenção na escovação da parte de trás dos dentinhos da frente e fazer uma radiografia para ver como está a arcada. Os da Luiza estão um pouquinho para frente por causa da chupeta. E ela precisa tirar a chupeta. E a mamadeira.

 

Até ai tudo bem. Meio chato, mas a gente já sabia que tava na hora. O problema é que ela fez um escândalo absurdo no dentista. Chorou, berrou, chutou.

 

Então, mais grave do que tirar a chupeta (que não vai ser fácil, já que ela gosta mais dela hoje do que 6 meses atrás) vai ser cortar este escândalos. #comofaz ??? Lembrei da Carol, da Renata, da Fe

 

Tem mais uma:

 

Eu acabei pulando o troca troca das camas que aconteceu lá em casa…

 

O Pedro fez aniversário e ganhou uma cama-beliche, que na parte de baixo é uma escrevaninha. Ficou muito bacana, fizemos uma baita arrumação nos livros, brinquedos, etc. Agora ele tem uma mesa bem legal para fazer lição, um mapa mundi, os livros organizadíssimos.

 

Dai a cama dele foi pro quarto da Luiza. E a Luiza saiu do berço. Uma semana depois, a Luiza tava dormindo de volta no berço e o Pedro tava dormindo no quarto dela, na cama que era dele. Não sei quem é mais confuso: as crianças, ou os pais que entram na deles!!

 

Só rindo.

Trapalhadas de Mãe – parte 2

ué!?! Cadê o sapato da menina?

Sai de casa com pressa porque tinha dentista. Deixei o Pedro e a Luiza na casa dos meus pais e fui para minha consulta. De lá fui trabalhar. Voltei no almoço. OS dois estavam coemçando a almoçar e meio prontinhos para ir para a escola. Só que a Luiza estava vestindo uma sandália (já está bem friozinho por aqui) dois números menor do que ela, e com meia. Espantada perguntei o que tinha acontecido. Tinha acontecido que levei ela pra lá, sem sapatos. Quando sai de casa, resolvi leva-la de pijamas, apra ser amis rápido, e ela estava usando aqueles tiptops de pezinho, igual de bebe, só que apra crianças grandinhas, que são bem quentinhos. Como levei ela no colo, nnao percebi que estava sem sapato.

Resultado, antes de leva-la para escola passei numa loja com promoção de tenis e comprei um novo pra ela (a verdade é que ela estava precisando muuuuuito de um par novo).

O único porém desta história toda, que conta um pouco contra mim, é que eu já tinha passado por uma situação igualzinha a esta… só que com o Pedro!

O mistério do sumiço da carteirinha do plano de saúde.

Eu guardo a carteirinha do plano de saúde dos meus filhos na minha carteira, junto com o cartão do banco, da farmácia, de fidelidade. Toda vez que preciso procurar alguma coisa na carteiras, as carteirinhas estão lá. Mas por um mistério não desvendado do mundo, toda vez que eu preciso da carteirinha do seguro, porque estou num hospital ou fazendo exames de laboratório, as carteirinhas, tanto de um como de outro, desaparecem. Foi assim, de novo, esta semana. Eu já estava tensa porque tinha que fazr o exame de sangue da Luiza e o processo ficou muito mais demorado porque simplesmente não encontrei a bendita carteirinha!

Meu pequeno chacreirinho

O tipinho do meus filhos… sábado fui num casamento as 4 da tarde (muuuuuito legal, diga-se de passagem) e as crianças ficaram com meus pais na chácara. No meio do casamento recebi este vídeo… dá uma olhada se as crianças  e os adultos) não estavam se divertindo horrrrrores!

PS Já vou avisando, segurar coelho pela orelha não machuca o animalzinho!!

Ufa

Depois de virus atrás de virus, choradeira na hora de ir pra escola, viagem e minha vez de ficar capenga (a sinusite veio com tudo)…

 

… depois de eu ter quase duvidado que um dia as coisas voltariam ao normal…

 

… depois de quase ter perdido as esperanças…

 

…hoje, fez sol. A Luiza acordou feliz, soltou da minha mão quando chegou na escola e nem olhou pra tras.

 

Ufa.

 

 

 

mau humor e barriga cheia

Acordei as 7h30 fiz a mamadeira da Luiza, o Pedro acordou, ficamos um pouco com os dois na cama. Troquei a Luiza, escolhi uma roupa para o Pedro, dei café da manhã pros dois. Tomei café. Briguei com o Pedro porque ele brigou com a Luiza. Arrumei a malinha dos 2. Saí com os dois e com a Nilda. Resolvi pegar a rodovia porque achei que chegaria mais rápido e evitaria sinaleiros. As crianças continuaram se provocando estrada a fora. No meio do nada, a Luiza diz:

– Ai!

3 pares de olhos se viram para ela:

– Filha você precisa fazer xixi ou coco?

– Sim.

– Já fez?

– Não.

– Você aguenta segurar 5 minutinhos?

 

Pergunta idiota. Claro que ela não vai segurar, olho para os lados e vejo comercios de beira de estrada. E matinhos. Penso na possibilidade de parar “na graminha”. Melhor não ne?

 

WHYJESUSWHY. Eis que surge um posto. Faço quase manobra rápida e rezo para o banheiro ser decente. Fico com raiva de não ter aqueles protetores de assento a mão. Felizmente o banheiro é decente. Felizmente ela optou por fazer só xixi.

 

5 minutos depois estamos na casa dos amiguinhos onde eles vão passar o dia.

20 minutos depois estou, sã e salva, no meu trabalho.

 

Tá a parte do mau humor ficou super explicada. Mas e a barriga cheia?

A barriga cheia é eu estar reclamando depois de 3 semanas sem ter que passar por esta rotina diária e ainda ter tido alguém que me ajudou no café da manhã (Nilda) e alguém que me ajudou indo comprar o material do 3º ano do Pedro (Nuno) enquanto eu bufava por ai!

Sem filhos

Nestes dias que estou sem filhos deu tempo de ler, sair com vários amigos diferentes, almoçar com calma, tomar banho com calma, almoçar fora, almoçar na minha mãe e conseguir conversar com ela durante a refeição. Trabalhei muito e fui pra yoga vááárias vezes por semana. Fui no cinema assistir o Filme do Woody Allen – Você Vai Encontrar o Homem dos Seus Sonhos – e gostei muito, mas eu sou suspeita porque sou fã incondicional dos personagens e diálogos do diretor. Acordei em cima da hora e mesmo assim consegui sair de casa tranquilamente. Ou seja, tive controle da minha vida de novo!

 

Mas estou morrendo de saudades do dois.

 

Doida, eu?

Mau humor

Eu não costumo reclamar muito, mas tem coisa que me irrita, me cansa. Agora que passou, vendo de fora, não parece nem mais tão cansativo assim, mas vamos falar a verdade, tem coisa mais irritante que:

• Filhos brigando no banco de trás, querendo o mesm brinquedo, quando você está dirigindo?

• Ter que repetir T-O-D-O-S os dias que é importante escovar o dente direitinho e que não adianta passar a escova aleatoriamente pela boca?

• Dizer pro filho levantar a tampa, porque mulher ODEIA pingo de xixi na privada.

• Pedir para filha não berrar quando quer alguma coisa e explicar que se ela falar e pedir “por favor” vai ser muito mais fácil ela conseguir o que ela quer?

• Ensinar a não deixar as roupas jogadas pelo quarto e sim no cesto de roupa suja?

• Explicar que tem que comer tudo que está no prato e que não, não tem muita comida, porque você colocou somente o necessário para ele crescer saudável.

• Repetir todos os dias que você não vai comprar o Mighty Beans na volta da escola porque não é aniversário, e o Natal ainda não chegou.

• Usar toda a calma para dizer, de novo, que é hora de dormir (pros dois) e não dá jogar mais um pouquinho (pra ele) e lugar de dormir é na sua própria “taminha” (caminha – para ela).

Ai, ai. Bem que minha mãe dizia… um dia você vai ter seus filhos e vai entender!