Bangkok para crianças

Bangkok, assim como toda a Tailandia, é super child-friendly. As crianças são super bem tratadas nos hotéis, restaurantes e bem recebidas nos templos, shoppings e locais turísticos em geral. Mas também devo admitir que foi a parte mais pesada para o Pedro e para a Luiza. Não sei se eu teria feito alguma coisa diferente, e não quer dizer que não foi uma delícia, mas em compração com as outras cidades, o ritmo não era tão infantil.

Mas, de forma geral, todos são ultra baby freaks e falavam tanto com aquela vozinha nazalizada com a Luiza que ela já tava quase falando tailandês.

Como a Gi voltou para Londres, o Pedro passou para o quarto do Gui e da Bibi. Ele adorou, é claro. E se apaixonou pelo Muay Thay. Comprou camiseta, acessorios, luva e foi até ver uma luta ao vivo no legendário Lumpini Stadium. O Gui virou um quase super herói para ele.

Continuamos nos divertindo muito nos tuk-tuk, agora com muito mais emoção já que Bangkok tem uns 11 milhões de habitantes e um trânsito digno de São Paulo. Nos divertiamos também no skytrain (que era quase na porta do nosso hotel, o Heritage), no barco-taxi, no metro. Só dos taxis ninguém gostava. Aliás, a Luiza chorava e se retorcia cada vez que a gente entrava num taxi. Será que ela não gosta das cores?

O templo que fica no Gran Palace é indescritível, mas fazia muito calor. Como não lia o guia com atenção, e estava usando regata e bermuda, fui obrigada a alugar roupas para me cobrir. O calor ficou quase insuportável.

Quando eu não achava mais que podia me supreender com um templo, atravessamos o Chao Phraya River num barco taxi e chegamos no Wat Arun. Ele é um templo budista tão ingrime que chega a dar medo de subir. A vista lá de cima é linda!

Comemos bem em vários restaurante super legais (os melhores foram o EAT ME RESTAURANT e o BLUE ELEPHANT) e dormimos super bem. Nosso quarto no Heritage era enorme e muito gostoso, no rooftop ainda tinha uma piscina linda com vista para Bangkok.

No ultimo dia demos folga pras crianças e ficamos num espaço infantil no Siam Paragon (o shopping do áquario do primeiro dia de viagem) ele adorou e a Luiza também.

Sukhothai na visão do Pedro

Quando o dia em Sukhothai terminou o Pedro veio falar comigo. Ele parecia emocionado, e me disse: “Mãe eu estou sentindo um coisa muito grande, que eu não consigo explicar, estou sentindo uma coisa muito diferente.”
Eu não sabia o que ele estava tentando me falar, e tentei ajudar ele a descrever, perguntei se o “diferente” era bom ou ruim?
E ele disse: “Não sei mãe, porque eu nunca tinha sentido isto antes”

Sukhothai: O dia mais legal da viagem

Numa viagem é difícil dizer qual o dia mais legal, em cada um há uma descoberta, uma paisagem, uma situação diferente. Mas este dia vai ser impossível esquecer!

Sukhothai é a antiga capital da Thailandia, hoje só restam ruínas. Queríamos muito conhecer, mas fica meio fora de mão, pois não é nem perto de Chiang Mai, nem de Bangkok. Nosso plano original era ir de trem de uma cidade para outra, mas o trem também não parava em Sukhothai.
Acabamos pegando uma van enorme onde couberam nós todos e mais nossas enorme quantidade de malas (que só crescia) para poder parar lá.
Uma das melhores maneiras de conhecer as ruínas da cidade antiga é de bicicleta: cada um pegou uma (inclusive o Pedro) e a Luiza ficou na cadeirinha. Foi maravilhoso. O dia estava meio nublado e aos poucos foi abrindo um sol lindo, passamos o dia pedalando entre budas sem cabeça e com unhas douradas, com o ventinho batendo no rosto! No final, a Luiza estava quase dormindo sentada! Tomara que eu nunca esqueça a sensação!
Pra terminar o dia encontramos um hotel super charmoso e ainda fizemos uma super massagem tailandesa!

as mulheres pescoçudas


Perto de Chiang Mai fica a tríplice fronteira da Tailancia, Myanmar e Laos. Há diversas excurões que saem da cidade, para visitar as tribos das montanhas, no entando são trajetos longos e difíceis. Queriamos visitar as mulheres pescoçudas e acabamos indo numa cooperativa onde moram integrantes de algumas tribos. É uma estrutura muito organizada (e turístico), lá podemos ver como eles vivem, como eles plantam e tem até um pequena sala de aula. Na parte mais alta da cooperativa, fica uma pequena igreja católica e as casas das mulheres pescoçudas, (que também são conhecidas por birmanesas, embora a Birmania hoje se chame Myamar). As mulheres começaram a usar estes anéis para se proteger de um ataque dos tigres, mais tarde eles viraram um símbolo de beleza.

Chiang Mai

De Phi Phi fomos direto para Chiang Mai, no norte da Tailândia. A viagem começou com uma sequencia de barco-ferry-van e acabou durando o dia inteiro. No primeiro vôo sentamos na última fileira do avião, naquela em que as poltronas não reclinam nem meio milimetro com a Luiza e com o Pedro. Tivemos que fazer uma conexão super apertada em Bangkok e comemos mal o dia inteiro. No final do dia chegamos em Chiang Mai, num hotel muito gostoso, um pouco afastado do centro.

Nossa estadia lá foi incrível. A Luiza e o Pedro amaram andar de tuk tuk. Nos divertiamos muito pois íamos em 4 ou 5 em cada banco que, geralmente é para um ou dois. Já no primeiro dia fomos na cidade velha e conhecemos vários templo budistas, o Gui e a Bibi contaram bastante sobre a filosofia budista e o Pedro se interessou muito, tentando meditar por alguns minutos. Alguns monges conversavam com ele.

Á noite fomos no night bazaar onde a comida era muito barata (a Luiza e o Pedro continuavam comendo Fried Rice with chicken). Para as crianças este foi um dos momentos mais marcantes da viagem pois andamos de elefante e o Pedro entrou dentro de uma jaula de um tigre. Ele ficou muito impressionado pois o adestrador contou que o tigre consegue sentir o coração dos humanos e assim saber quem está com medo.

Ai que soninho!!

Apesar dos nosso horários, de estar longe de casa, e de usarmos todos os tipos de meios de transporte existentes (avião, barco, ferry, tuk tuk, taxi, skytrain, metrô, van, ônibus, bicicleta, elefante e camelo) a Luiza dormia todas as tardes, onde quer que ela estivesse.

A primeira foi na rede do pescador no barco em Phi Phi. Alguns pescadores não tinha rede, então improvidamos uma caminha no banco do barco (segunda foto). A terceira foi no barco que atravessa o cruza o rio em Bangkok e a quarta, num barco em Dubai Creek. Na quinta, no colo da tia Gi, dentro da Van. As duas seguintes, no carrinho dela, em qq momento da viagem e (como nos templos de Chiang Mai) e na última, Jet Leg no primeiro dia de Bangkok, no Millenium Hotel.

Um golfinho na família

A gente sempre gostou de praia, e sempre gostou de mergulhar. Mas colocou o Pedro na Natação por causa do lago e da piscina da chácara. Agora que ele tem 6 anos e nada super bem, vejo que foi muito legal ter feito isto. Um dos programas mais legais de Phi Phi é merguhar vendo os peixinhos. A água tem um azul indescritível e os peixes não se intimidam muito conosco.
Dois dias saimos de barco para conhecer outras ilhas. Nos dois passeios o barqueiro parava em diversos locais para mergulharmos, ele parava em alto mar, pulavamos do barco com máscara e snorkel e ficavamos mergulhando. O Pedro acompanhava a gente, mergulhava 4 metros para baixo da água, viu peixes incríveis, ia de um lado para o outro, sem precisar parar para tomar folego. Fiquei orgulhosissima do nosso peixinho!

Filho de Peixe, peixinho é

que mar é este?!?!?!

Ferry, barco e depois o paraíso de Phi Phi

Um dia depois já estavamos prontos para outra, e lá fomos nós para o aeroporto de novo! Pegamos um vôo de Bangkok para Phuket. Já no aeroporto encontramos  a mãe e o Clau, em Phuket pegamos uma van para ir para o hotel. O Gui e a Bibi estavam lá, foi muito bom encontrar com eles, almoçamos muito bem em um restaurantinho perto do hotel. Ficou decidido que o FRIED RICE WITH CHICKEN seria o prato tailandês oficial da viagem para as crianças!

Não aguentamos esperar a Gi chegar de Londres pois estavamos muito cansados! Perto das 6 da manhã ela e o Pedro (que estavam dormindo no mesmo quarto) foram bater na nossa porta. Os dois  já estavam super acordados por causa do jet leg. Tomamos café, pegamos a van e fomos para o porto, pegar o ferry para Phi Phi. A esta altura éramos 7 adultos, 2 crianças, 10 malas e um carrinho. Claro que no entra e sai dos hoteis, das van, dos barcos etc, algumas coisas foram se perdendo (esqueci minha filmadora dentro da van).

O ferry foi uma aventura pois estava lotado, todos indo para A PRAIA (o filme A PRAIA com Leonardo Di Caprio foi filmada lá). As pessoas se distribuiam pelos cantos e havia uma pilha de malas (de 200 pessoas) no conves do barco. Meio bizarro, mas deu tudo certo.

Pedro fazendo tatuagem no ferry para se enturmar

Depois pegamos um barco  menor (ou melhor dois, porque nós e a bagagem não cabiamos num barco só) e chegamos no hotel. Phi Phi era tudo o que se falava e muito mais.

Luiza espremidinha entre malas e pessoas

Nosso quarto no Phi Phi The Beach Hotel

E esta era a vista do quarto!

SANTO NAN2 ou In NAN we trust

Sei que tenho uma viagem longa (e deliciosa) para contar, mas como estou super atrasada, vou por partes.
Viajar co uma criança de 1 ano requer um certo planejamento: quantas fraldas uma criança usa em uma viagem de 22 dias? Quantas fraldas noturnas? Quantas latas de leite ela toma? Quantos potinhos de papinha é preciso levar? quantos potes de papinha são permitidos levar?
Bom, depois de ter feito várias estimativas, acabei levando 3 latas de leite NAN2. Quando estava no quinto dia de viagem e a primeira lata de leite tinha acabado, percebi que tinha errado.
Comecei a ir em farmácias e supermercados (tem uma Seven Eleven por quadra na Tailandia) e descobri que as latas de leite (formula) infantil estavam escritas em tailandês, sem tradução. Comecei a racionar o leite da Luiza. Substituir mamadeiras de leite por comidinhas, já que ela se adaptou super bem a culinária local. Até que um dia eu fui no Carrefour e encontrei o NAN 2. Igualzinho do Brasil, a única diferença é que TODAS as informações da lata (com execeção do nome) eram em Tailandês. Mas como, na Nestle , e no NAN, eu confio, eu comprei, feliz da vida. DEu super certo, quando cheguei em Dubai repeti a dose. Comprei o NAN 2 versão Emirados Árabes.