Londres com crianças: Tower Bridge

Quando fomos para Londres em julho do ano passado, nossa intenção era levar as crianças para conhecer a Tower Bridge, mas estávamos cansados e acabamos deixando para outra oportunidade.

Desta vez reservamos um dia só para este passeio. E o dia estava lindo. O clima de “castelo, guardas reais (beefeaters) e rainha” é muito legal para as crianças.

Fomos de metrô e descemos na estação TOWER HILL. Logo na saída fomos ver o relógio de sol com a história da cidade. Lembro que fui ali na primeira vez que fui para Londres e alguns detalhes como os incêndios, as pragas e outros acontecimentos  me impressionaram bastante.

A ponte fica no rio Tâmisa e é um dos cartões postais da cidade. Ela foi construída no final do século XIX e a grande atração dela é o fato de que ela se abre quando um navio muito grande precisa passar por baixo, como nas histórias de castelos medievais. Para saber os horário em que a ponte se abre, clique aqui. Há um museu com a história da construção e  uma passarela entre as duas torres, de onde há um vista muito bonita. Para entrar é necessário comprar ingressos.

Bem do ladinho, fica a Tower of London que já foi um forte e também já serviu de palácio e  prisão e abriga as Jóias da Coroa. Atualmente a exposição está aberta para o público (é paga), também é possível ver armaduras reais, cômodos decorados e passear pelos pátios do castelo, guiado pelos Beefeaters, guardas com trajes típicos.

Na região há diversas atrações e um contraste muito grande da arquitetura medieval dos castelos e torres com os prédios modernos como o City Hall  (desenhado pelo Normal Foster), o The Gherkin e o The Shard (o prédio mais alto de Londres que está em construção). As crianças adoraram passear pela beira do rio, na passarela para pedestres entre a o castelo e a ponte, de onde há uma vista maravilhosa dos monumentos e da cidade.

O Tower Hill é cercados de lendas de assombração, por isto, na região, há algumas atracões ligadoas a estas histórias. Uma delas é London Dungeon, uma espécie de “casa do terror”, que não é recomendada para crianças pequenas.

Nossos outros passeios em Londres:

Ressaca ou A volta da viagem (com crianças!)

Nestes meus 8 anos de viagens com filhos cheguei a uma conclusão: crianças sofrem muito menos com fuso-horário, jet leg, idas e voltas do que os adultos. Pode ser que outras famílias tenham tido experiências diferentes do que a minha, mas, de forma geral, posso afirmar que, lá em casa, os adultos sentem mais.

Para mim, o maior exemplo, continua sido nossa viagem para Tailândia. A ida durou mais do que 24 horas, chegamos ao meio dia quando para o nosso corpo era meia noite, e já no primeiro dia as crianças acertam seu fuso. Elas não acordaram nenhum dia no meio da noite, e eu acordava as 4, as 5, as 6 da manhã durante quase uma semana.

Desta vez voltamos as 6h da manhã, até chegar em casa eram quase 11h. Como as criancas estavam super dispostas, levei os dois pra escola, achei que isto ajudaria corpo deles a entender o ritmo novo. Ambos voltaram felizes e cheios de novidade da escola, jantaram e foram dormir no horário normal (exaustos, é claro). No dia seguinte acordaram como se não tivessem acabado de voltar de viagem.

Claro, que existem outros efeitos colaterais da volta. As crianças amam passar dias e noites grudados com os pais, tomando café da manhã, almoçando e jantando, passeando e dormindo grudados. Acho que a separação da volta é o grande trauma para eles. Mas, entre idas e voltas, estamos todos bem, uns com mais sono outros com mais fome, mas cheios de novas lembranças!

São Paulo com Crianças – O livro

Eu sempre adorei São Paulo. Tenho vários amigos e amigas que moram lá e volta e meia arranjo um bom motivo para dar uma fugidinha. Como sou louca por museus, esta sempre é sempre uma ótima desculpa para ir pra lá, pode ser Bienal, Escher, Picasso, Star Wars. Pinacoteca, Mube… Tenho uma amiga que mora em SP e que diz que aproveita idas para curtir mais a cidade (já que por causa da rotina e da correria acaba deixando muita coisa passar). Bom, dai que tive um filho e depois outro, e comecei a frequentar a cidade numa versão bem diferente, e amei. Já fiz um post sobre minhas peripécias pela cidade com as crianças e agora, tenho o prazer de apresentar (apresentar pois de fato fiz o prefácio do livro : ) o novo guia da Pulp: São Paulo com crianças, escrito por uma mãe e jornalista com quem me identifico muito, a Mariana do blog Mãe de Rua e ilustrado pelo talentosíssimo Fabio Yabu.

O Yabu é criador das encantadoras Princesas do Mar, do Apolinário, o Homem-Dicionário (um livro de uma sensibilidade incrível) e vai lançar dia 5 de maio na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, o livro A última Princesa.

Tudo isto para dizer o guia além de ter dicas ótimas para pais e mães que estão visitando a capital paulista ou moram na cidade, ainda por cima, está muito fofo! O guia se junta ao Crianças a Bordo como Viajar com Seus Filhos sem Enlouquecer (Patricia Papp) e Buenos Aires com Crianças (Fernanda Paraguassu) na coleção Crianças a Bordo.

Título: São Paulo com Crianças – turismo, cultura e diversão na maior cidade do Brasil
ISBN: 978-85-63144-21-8
Autora: Mariana Della Barba
Ilustrações: Fábio Yabu
Editora: Pulp Edições (www.pulpedicoes.com.br)
Tamanho: 160 páginas – 11x16cm (brochura)
Preço: R$ 32,00
 
 

Onde comprar (a pedidos!)

O livro estará disponível em diversas livrarias do Brasil em pouco tempo, mas como ele acabou (literalmente) de chegar da gráfica, por enquanto, pode  ser comprado na like Store da Pulp Edições (na página da Pulp no Facebook) e também no site da Livraria Cultura. Em Curitiba ele já está disponível na Bisbilhoteca.

Londres com Crianças: Greenwich

Revendo fotos da viagem para Londres (sou daquelas que imprime fotos e faz albuns) me dei conta que faltou um post sobre Londres, aliás, de um dos dias mais bacanas da viagem: nosso pic nic no Greenwich Park.

O programa foi marcado para um domingo. Pegamos o DLR (um metro/trem de superfíce) e em menos de meia hora estávamos lá. Descemos em Cutty Sark e fomos direto para a feira de artesanato e comidinhas (de domingo) comprar alguns kitutes para nosso picnic. Depois passamos em um mercado para comprar algumas bebidas e fomos para o parque.

Logo na saída da estação,  há diversas lojinhas de comidinhas, doces e coisinhas, bem simpáticas.

Greenwich Park

O dia começou meio cinza mas, em pouco tempo, abriu um céu azul lindo. Encontramos um lugar bacana no imenso gramado cheio de família para esticar nossa toalha e as crianças ficaram jogando frisbee. Ficamos horas ali, depois de comer ainda tiramos uma sonequinha.

O Observatório

No topo da colina fica o Observatório de Greenwich. É ali que passa o meridiano de Greenwich, há uma linha simbolizando a HORA ZERO UTC (Tempo universal Coordenado), os fusos horários dos países ao redor do mundo são decorrência da distância entre eles e este local. Há também um museu com os primeiros relógios e explicações sobre divisão do tempo, as estrelas e as constelações e telescópios. Olhando por uma delas, o Pedro encontrou uma imagem do Pluto. (Acho que era uma brincadeira com plutão, mas não tenho certeza rsrsrs). Para o Pedro, foi muito legal entender toda esta questão da diferença entre os horário dos países e ver as diferentes formas de medir o tempo.

A vista é de Londres é muito bonita, é possível ver o Rio Tâmisa, o Canary Wharf e o Domo do Milênio.

Depois do almoço tomamos um sorvete e ficamos brincando mais um pouco na grama.

Serviço:

Há um playground e alguns cafés e restaurantes no parque, além de diversos banheiros.

Há trens partindo de Charing Cross, Waterloo (East), London Bridge.

Nossos outros passeios em Londres:

Manaus para Crianças

Manaus é uma cidade que eu não consegui desvendar. Acho que não fiquei tempo suficiente para poder defini-la. Para chegar em Manaus é preciso ir de barco ou avião. Ela tem várias características que são comuns as cidades em geral, mas tem outras que fazem a gente se sentir em uma realidade completamente diferente. Um bom exemplo são os “postos de gasolina” que servem para abastecer os barcos e flutuam no meio do rio. Muitos deles tem até uma lojinha de conveniências.

No centro ficam alguns dos monumentos históricos, como a praça São Sebastião, o Teatro Amazonas (que é lindíssimo) e a igreja que acabou ficando com apenas uma das torres. No calçadão da praça o desenho lembra o petit pavé do Rio de Janeiro, mas eles garantem que as ondas brancas e pretas representam o encontro dos rios Negro e Solimões e foi feito muito antes em Manaus do que no Rio.

O tour pelo Teatro Amazonas é rápido mas precisa ser agendado (na própria entrada do teatro). As crianças gostaram bastante, mesmo com bastante explicações ele não chega a ser cansativo. E alguns detalhes, como ter que colocar pantufas especiais para entrar em uma das salas, acabam sendo super divertidos. Há uma maquete do teatro feito em peças de Lego que as crianças adoraram. A obra foi um presente da fabrica da Lego (da época em que ela era em Manaus).

Detalhe do interior do Teatro

Na cúpula do Teatro, a pintura que se vê é a mesma de quem está embaixo da Torre Eiffel, em PAris

Maquete do teatro feita com pecinhas de LEGO

O mercado municipal foi inspirado nos Les Halles, em Paris, e está em reforma. Fomos caminhando até lá, mas não recomendo o passeio. Achei  feio e as calçadas estavam muito cheias de camelôs, foi difícil caminhar.

O Encontro das Águas

Sem nenhuma dúvida o programa mais legal em Manaus é o encontro dos rios Negro e Solimões. O rio Negro, como o nome diz, é muito escuro e o Solimões é marrom, esta diferença entre as cores ficam muito clara no encontro dos rios. Existem embarcações de dois andares que fazem o passeio, geralmente o programa inclui paradas em mais de um lugar, almoço etc e acaba durando o dia inteiro.

Como nós estávamos com as crianças achamos que ia ficar muito cansativo e preferimos pegar um barco pequeno e mais rápido, só para nós. (Acabou sendo mais barato do que a outra opção, mas é preciso negociar bastante). Antes do almoço já estávamos de volta! O passeio foi fantástico. Saímos do Hotel Tropical, passamos por baixo da ponte recém inaugurada, pelos postos de abastecimento fluviais. Do rio é possível ver a cúpula do Teatro Amazonas e a Catedral. Achei o encontro belíssimo, ficamos com o motor desligado, flutuando ali, um bom tempo. O barco parou em um restaurante flutuante onde havia um grande espaço de artesanato local e uma trilha pelo mato que levava a um igarapé cheio de vitórias régias. Muitos turistas contam que viram animais como bichos preguiças e cobras. Nosso barqueiro falou que o Ibama anda fiscalizando e já não há mais tantos animais silvestres sendo expostos (tomara que seja verdade).

Outros passeios

O zoológico do CIGs foi uma boa surpresa. Nele ficam os animais que foram resgatados pelo Ibama, animais enormes, lindos. Ele acabou ficando no tempo, quando fomos estava praticamente vazio, sem muitos visitantes. Mas as crianças, é claro, adoraram a visita. Vimos cobras gigantescas, jaguatiricas, tucanos, araras azuis maravilhosas.

Na volta da floresta, acabamos passando mais uma noite em Manaus. No final da tarde fomos tomar um sorvete na orla recém revitalizada orla de PONTA NEGRA. Estava cheio de casais vendo o por do sol, comendo “tacacá no tucupi” e crianças correndo.

ONDE COMER

Na Amazonia (e provavelmente em todos os estados da região) existe uma variedade enorme de refrigerantes sabor guaraná. O Pedro fez questão de provar todos. Alguns são mais doce, outros tem mais gás, um deles eu achei horroroso!!! Mas nem lembro o nome.

Conhecemos dois restaurantes, O LENHADOR é conhecido por seus pratos típicos da região e as carnes exóticas como carne de jacaré e tartaruga. As carnes são certificadas. Eu não experimentei nada de exótico, preferi comer os peixes locais. A Luiza adorou o parquinho.

O outro foi o BANZEIRO que eu particularmente AMEI! A comida estava incrivelmente gostosa, adorei o ambiente e ainda tem espaço infantil (uma sala com brinquedos). Pedimos uma costela de tambaqui e um prato com camarão. Sem dúvida, foi a melhor comida que experimentei em Manaus. (Este restaurante está no Guia Brasil)

ONDE FICAR

Eu achei complicado escolher um lugar para dormir em Manaus. Achei os hotéis caros e poucas opções para quem viaja com a família. Na verdade, a cidade tem muitos hotéis para quem está viajando a negócios, eles ficam no centro e tem tarifas bem variadas. Mas eu precisava de um quarto que fosse grande o suficiente para acomodar duas crianças (além de nós dois). Acabamos ficando no Tropical Manaus, um hotel tradicional um pouco afastado do centro. É um hotel velho mas imponente. Alguns detalhes são muito impressionantes, as madeiras e os corredores impõe respeito. Mas o tapete é velho, alguns lugares tem cheiro de mofo. É um hotel cheio de contradições. A piscina é grande e as vezes tem ondas, outras vezes tem jatinho de água que ajudam a refrescar.

Atrás de grandes arcos há alguns tanques com dezenas de tartarugas enormes.

O hotel tem ainda um espaço kids super bacana, o Tropi, com programação para crianças de várias idades e um pequeno bercário, um mini zoológico com vários animais (mas as jaulas são bem pequenas) e alguns playgrounds temáticos.